
Após a nascença a criança vai concluir espontaneamente certos “actos” que estão inscritos no seu património genético.
E… são estes “actos” que vão ter um papel essencial no desenvolvimento intelectual do recém-nascido, pois é através deles que a criança vai adquirir certas funções psicológicas.
Todos os sistemas biológicos se desenvolvem segundo um processo dinâmico de auto-organização, que está em desequilíbrio permanente, provocando o aparecimento de estruturas – estas estruturas encontram-se relacionadas reciprocamente, e originam cada uma delas novas estruturas cada vez mais … cada vez mais complexas. (ex. no embrião cada parte segue um desenvolvimento autónomo, por um lado, mas por outro cada uma dessas partes ao se relacionarem com outras formam estruturas mais complexas, até formar a estrutura mais complexa – o organismo já formado).
O crescimento no cérebro e no corpo dos fetos humanos, de conexões nervosas, aumentam muito as comunicações intercelulares, isto à medida que ocorre o desenvolvimento.
Isto é,… diferentes partes do cérebro e do corpo bastante afastadas uma das outras começam a influenciar-se reciprocamente, criando um nível de integração cada vez mais… cada vez mais complexo.
Todas as condições estão reunidas para que depois do nascimento, a criança possa reagir ao mundo exterior e observam as consequências dos seus próprios actos sobre o seu desenvolvimento.
Os “actos” dos bebés mudam e evoluem, como uma forma de eles descobrirem o mundo e se adptarem a ele.
Nos 3 primeiros meses, os bebés não fazem mais do que experiências muito limitadas, mas o seu comportamento evolui rapidamente – é engraçado constatar a precocidade dos primeiros sinais de interesse, manifestos pelo bebé, pelas pessoas que o rodeiam – é claro para nós (?) que desde o início os bebés estabelece uma associação entre os seus actos e os adultos que se ocupam deles.
O desenvolvimento intelectual do bebé, está não só relacionado com os actos dos bebés também a sua reacção com os adultos e meio esterno, isto é, com o meio simbiótico em que as suas experiências e os seus actos decorrem.
Os recém-nascidos têm movimentos oculares e reflexos de preesão de objectos inatos (grasping)- que depois evoluem.
Mas… mas… eles solicitam igualmente e de maneira evidente a ajuda dos adultos que os podem fazer descobrir o mundo!!! (não se ficam pelo seu próprio mundo).
A “carta nervosa” das orientações visuais no recém-nascido.
No homem – a experiência visual do detalhe desenvolve-se graças à conjugação dos olhos que trabalham de uma forma perfeitamente sincronizada. A estratégia destes movimentos oculares (“saccades”- estremecidelas), traduzem o interesse que o adulto demonstra pelo que vê (“saccades” – sacudidelas ??).
Regista-se nos primeiros minutos que seguem ao nascimento, as tais “sacudidelas” oculares semelhantes às dos adultos. Contudo… e para isso … é necessário que não haja traumatismos, nem que o bebé esteja sob o efeito de sedativos, eventualmente dados à mãe aquando do parto.
Estes movimentos demonstram a anterioridade da função de “ aferição” visual sob controle do cérebro.
Provam também que desde a nascença que o cérebro é capaz de indicar simultaneamente aos dois olhos a direcção a seguir. O que significa que o cérebro dispõe de uma espécie de “carta nervosa” das direcções visuais inscritas no seu circuito.
O olhar do recém-nascido parece ser uma função motora que acompanha um plano genético inscrito. É bem evidente que os movimentos oculares do recém-nascido são ainda inacabados. Não têm ainda ( ou se têm é de uma forma imperfeita) selecção visual activa ou exploração voluntária dos elementos, nem de “sacadas” que permitam fixações precisas – o recém nascido não olha nem às formas nem aos detalhes.
Ao longo do desenvolvimento psicológico do ser humano, a inspecção visual dos detalhes, em diferentes pontos, desenvolve na criança um quadro de orientação espacial que está já centrado sobre o corpo e onde as coordenadas se referem à simetria corporal.
Este ponto de vista vai contra a teoria clássica sobre o desenvolvimento visual no homem, que postula que o espaço visual se forma a partir da aprendizagem, o desenvolvimento da visão ao longo da primeira infância.
Se nos perguntarmos de que maneira o recém-nascido se serve dos seus olhos? Encontramos a resposta nos princípios do desenvolvimento da consciência visual. É importante saber a ordem através da qual os componentes motores do olhar aparecem ao longo do crescimento pré e pós-natal.
O recém-nascido serve-se muito cedo do olhar selectivo, mais tarde junta ao olhar, a manipulação das coisas vistas e mais tarde ainda move-se no seu universo visual.
Desde a nascença que a criança dispõem de um espaço visual onde ele identifica determinados comportamentos: reage à aproximação de um objecto, duma pessoa que não lhe interessa ou pelo contrário lhe interessa. Esta sensibilidade às modificações que surgem no espaço visual desenvolve-se ao longo do crescimento pré-natal.
A criança nasce com uma consciência visual elementar.
Para compreender o desenvolvimento da consciência visual é preciso saber como se relacionam os dois tipos de visão:
- Visão ambiental ( visão dos acontecimentos num vasto campo periférico)
- Visão focal ( visão dos detalhes, depende das sacadas oculares)
Estes dois tipos de visão, estão desde o princípio na criança, e desenvolvem-se paralelamente ao longo da infância.
O sistema visual do recém-nascido é capaz de efectuar respostas oculares dirigidas e fixações prolongadas em função dos diferentes tipos de informação que emana do ambiente: ex.: modificações da luz, de brilho, contrastes de cores.
O olhar do recém-nascido é dirigido essencialmente para certos estímulos característicos.
Desenvolvimentos da fixação visual
- +/- 8 dias – o bebé faz uma fixação vaga, imprecisa, hesitante com movimentos involuntários da cabeça ou do corpo.
- +/- 3 semanas – o bebé é capaz de fixar um objecto muito próximo em movimento, com muita cor ou com muito brilho, por exemplo.
- mais de 4/6 semanas – o bebé tem um olhar mais firme e electivo
Ao longo da primeira infância verifica-se um aumento do tempo passado em estado de atenção voluntária..
Coordenação dos olhos e da cabeça
Desde o nascimento que se vem no bebé movimentos espontâneos da cabeça que se move da esquerda para a direita e vice versa e de cima para baixo e vice versa, estes movimentos são acompanhados por movimentos similares dos olhos.
A cabeça e os olhos formam como que um conjunto coordenado que reage face a um estímulo. Esta coordenação resulta portanto, de uma programação interna que exprime a unidade anatómica e funcional do sistema motor do cérebro e do corpo.
Contudo, à nascença os músculos do pescoço são ainda muito frágeis, sendo o equilíbrio da cabeça muito instável +/- aos 3 meses a criança consegue ter a cabeça firme conseguindo seguir objectos com os movimentos melhor coordenados entre cabeça e olhos.
A perseguição visual dos objectos animados
O olhar do recém-nascido segue facilmente os objectos que lhe imprimem movimento, que provocam reacção no bebé.
É a partir dos ¾ meses que esta capacidade se desenvolve mais, sendo facilitada pela rigidez do pescoço.
Aos 6 meses, a visão do recém nascido, tem uma evolução considerável : pode localizar objectos, perceber a distância, reconhecer certos objectos vistos de forma repetida. Contudo ainda não conseguem fazer mudanças rápidas do olhar ( característico dos adultos) e explorara detalhes. Mas também nesta idade manifesta interesse pelos detalhes ( mesmo não os explorando bem), pode ter vários centros de interesse. Também nesta idade (6 meses) a memória e o reconhecimento parecem ter um papel importante no controle do olhar – tem grandes funções de representação mental.
Nesta idade os bebés começam a usar e a manipular os objectos do mundo psíquico (6m).
Do agreepment (grasping)* à manipulação dos objectos
A manipulação dos objectos resulta de uma programação inata que simplifica a tarefa limitando as escolhas motoras.
Mas se é verdade que os bebés são provas de terem capacidade para orientarem os seus gestos na direcção do objecto que querem, também é verdade que eles têm capacidade muito limitadas de fazerem tudo de “empreitada”. O progresso que eles vão fazendo ao longo do seu crescimento, mostra a evolução do comportamento voluntário e do seu controlo da consciência.
No recém- nascido, existem já certos movimentos de braços e de mãos que parecem ser o esboço de actos voluntários:
- os movimentos de agreapment dirigidos para objectos percebidos no seu campo visual, que aparecem uma hora após a nascença.
- a coordenação mão/olho em direcção a um sítio preciso, para onde se dirige o olhar e o gesto
* reflexos de preensão de objectos
Nesta altura a estimulação não é essencial
É importante sublinhar que embora o bebé tenha capacidades de dirigir o seu olhar e os seus gestos a um objecto, ele não tem êxito em conseguir alcançar o mesmo objecto, pois os seus movimentos não são guiados por sensações tácteis.
Experiências onde se observam o agreapment do recém-nascido, demonstram uma grande estabilidade na percentagem e na forma dos gestos, assim como no ritmo de extensão e retracção d o braço. Sendo a sequência gestual do recém-nascido comparável à do adulto.
Assim: o agreepment do recém-nascido, é como as “sacudidelas” visuais, a expressão de um sistema de acção pré funcional que se estabelece ao longo da embriogénese.
Isto confirma a tese, segundo a qual os sistemas de acção inatos, formam a base essencial do acto voluntário:
- os recém-nascidos dispõem desde o início, de uma estrutura espacial muito precisa, baseada sobre a estrutura corporal, assim como um ritmo igualmente preciso, que não varia ao longo da existência.
- Aos 3/4 meses – as crianças conseguem fixar o objecto, mas não o conseguem pegar, os movimentos são menos variados e menos diferenciados (inclusive em comparação com os recém-nascidos) – isto explica-se através de uma maior complexidade, isto é, o sistema visual começa a competir com os movimentos dos dedos e do punho, e os movimentos deixam de ser estereotipados, tornando-se mais voluntários (isto requer uma desorganização!)
- Aos 4/5 meses – é nesta idade que já se pode falar de movimentos voluntários do braço, a criança já consegue alcançar o objecto pretendido, consegue corrigir os seus movimentos.
Isto é possível devido ao desenvolvimento dos músculos do braço e dos mecanismos que asseguram a articulação do braço sobre o ombro paralelamente desenvolvem-se os mecanismos de controle corporais.
Acerca disto a teoria mais divulgada, postula que a coordenação é uma estrutura inata fundamental. Aliás, foi feita uma experiência com bebés de idades entre as 10 e as 20 semanas. ( no momento em que o bebé desenvolve tentativas voluntárias de chegar aos objectos). A experiência consistia no seguinte: – era colocado um dispositivo na cabeça do bebé que o impedia de ver o movimento do seu braço e mão, só neste momento o bebé veria a sua mão. Constatou-se que a ausência de controle visual não modifica em nada o movimento e que a criança nem sequer faz esforço em ver a sua mão.
Nós constatámos que há muito cedo rivalidade entre as duas actividades e que a fixação visual das mãos é especialmente importante para o desenvolvimento do controle do movimento dos dedos, necessário por exemplo, para a manipulação delicada.
O tocar e a Visão
Uma vez que a criança é capaz de atingir e “agreeper” os objectos que vê – os novos problemas colocam-se no desenvolvimento da motricidade voluntária.
Para que a criança possa manipular habilmente os objectos, é preciso que haja uma estreita relação ou correspondência entre aquilo que é visto e aquilo que é tocado pelas mãos.
Apesar desta coerência entre visão e tocar, ser um mecanismo complexo inato, é preciso esperar muito tempo para que a criança seja capaz de manipular os objectos com precisão.
Mas isto não é assim tão simples porque no início o bebé não consegue tocar que vê, mais tarde quando o contacto é enfim possível – algo acontece- o mecanismo motor da mão não está preparado para agarrar o objectos: ex.: a mão está fechada ou semi-fechada sempre que se aproxima dos objectos. Pois nesta altura o cérebro do bebé está absorvido pelo controle do braço.
Experiências recentes sobre o cérebro mostram a importância do córtex cerebral na manipulação delicada dos pequenos objectos, que pressupõe uma, percepção exacta da forma que os envolve (em bebés pequenos ainda não há esta percepção).
Os movimentos manuais das pequenas crianças dão a impressão se serem ao acaso, por serem desordenados e imprecisos. Contudo eles não expressam mais que a liberdade motoro-visual, que permitirá progressivamente ao bebé elaborar novas combinações na manipulação de objectos e de estruturas.
A partir da 14/16 semanas os movimentos são cada vez mais precisos e destinam-se a uma descoberta também mais precisa dos objectos.
Os primeiros sorrisos
Desde pequeno que o bebé revela reacções selectivas e adaptadas em resposta à atenção da pessoas do seu meio. Estas respostas não são fruto de um condicionamento, nem de esquemas sensório-motores – elas são precedentes ao desenvolvimento da percepção dos objectos. Mesmo antes do sistema visual ser capaz de fixar os detalhes, o bebé tem actos sociais, que por serem muito rudimentares, não são muito específico.
A criança é particularmente estimulada pela presença de um adulto muito atento que procure visivelmente entrar em comunicação com o bebé, ou lhe preste os seus “serviços”.
As estimulações principais são aquelas que envolvam estimulação sensorial, como a luz, barulho ou contacto psíquico.
Os recém-nascidos (+/- 3 m), têm a capacidade designada de intersubjectividade: capacidade de se agarrarem ao interesse e às expressões dos outros e a partir delas exprimir as suas próprias intenções de forma a serem cumpridas.
O sorriso é um acto espontâneo, não aprendido que tem uma significação psicológica. Os bebés cegos, sorriem quando lhes falam ou quando estão contentes. Os bebés prematuros sorriem mesmo antes de chegar o seu tempo.
Aos 2 meses o sorriso surge muito depressa e de uma forma já muito social. Para alguns experimentadores o sorriso marca o início das relações sociais entre o bebé e o seu meio. O sorriso é um reforçador das actividades protectoras da mãe, pois esta sente-se gratificada.
Mas também existem sorrisos anteriores a estes – os rudimentares – que não têm função social mas são somente uma necessidade fisiológica da criança.
O bebé reage a estímulos simples como a cara da mãe, a sua voz – sorrindo (graças a um processo de condicionamento). Neste seguimento, estudos demonstram no bebé uma aptidão para sorrir em resposta a rostos representados segundo uma estrutura geométrica – um esquema inato de representação da visão favorece esta percepção particular.
O bebé dirige uma atenção selectiva para os olhos que contém características de contraste e brilho e rapidez de movimento.
Experiência
Crianças de 2/3 meses, foram postas em presença de brinquedos animados, muitos dias de seguida, estes brinquedos estavam colocados de tal forma que ficavam em movimento, quando a criança adoptava uma determinada postura. Esta situação experimental foi utilizada para estudar as funções de memória e reconhecimento dos bebés.
- verificou-se que os bebés sorriem aos brinquedos
- há uma predisposição genética para procurara o contacto com os outros.
As conversas entre a mãe e a criança
Desde as primeiras semanas o bebé reage à aproximação da mãe, mesmo antes de poder fazer um sorriso.
Ao longo do 2º mês, o bebé estando já bastante sociável, cada vez mais a observar o que faz a sua mãe, e faz uma série de actos sociais antes de sorrir. Aliás o sorriso faz parte de toda uma actividade de comunicação inata, diferenciando-se dela posteriormente.
As mães são sensíveis a todas as actividades de comunicação do bebé e não só ao sorriso: mesmo quando o bebé não sorri, a mãe consegue reconhecer a sua sociabilidade.
Aos 2 meses, os bebés respondem aos estímulos do seu meio a toda uma série de actos que prefiguram o que irá ser a conversação entre adultos.
Estes “actos” distingue-se a pré- palavra, que é uma forma rudimentar de palavra constituída por movimentos da língua e lábios. A estes movimentos juntam-se movimentos dos braços e mãos – gesticulação.
A comunicação interpessoal existe no homem desde a nascença (certa componente inata).
O comportamento da mãe tem um papel muito importante na expressão completa de todas as capacidades de comunicação da criança. Inconscientemente a mãe modifica o seu próprio modo de comunicação: os seus movimentos são mais lentos, ,ais ritmados e a sua linguagem adopta ternuras infantis. A s pré-palavras, os sorrisos, as vocalizações, os olhares da criança são como que transpostos para o repertório da mãe. De certa maneira é a mãe que imita a criança. E ela que faz desenvolver no bebé, actos cada vez mais sociais.
A agressividade, ou a não ternura por parte do discurso do adulto para com a criança, é facilmente reconhecida por ela, por mecanismos inatos.
Foram feitas experiências no sentido de saber em que altura o bebé reconhece tão bem a mãe, de forma a ter medo de estranhos (que não identifica com a mãe)- constatou-se que aos 4/5 meses, o bebé desenvolve capacidades de aprendizagem ou de cognição que os fazem distinguir melhor os que são “amigos” dos que são estranhos. Nesta altura, verifica-se por vezes que os bebés têm actos mais sociáveis perante os “amigos”(em comparação com a mãe). Isto deve-se à vontade que se desenvolve de explorar objectos.
Como nem todos os adultos têm a mesma atitude e facilidade ao lidar com os bebés, também a atitude dos pais e das mães são diferentes. Os pais têm jogos mais turbulentos e vivos que provocam no bebé risos e gritos. Também dependendo se for uma menina ou um menino as atitudes são diferentes (é mais doce com a menina e mais agressivo com o menino). Dependendo do sexo, também os bebés se comportam de forma diferente (os meninos são mais agitados).
Alguns psicólogos afirmam que uma criança de 2m é capaz de imitar um movimento de boca da sua mãe, ou de imitar a posição da sua língua.
Para agir assim, o bebé deve ter um modelo no cérebro da cara da mãe e este modelo deve ser traçado sobre o aparelho motor da criança – imitação pressupõe movimentos do rosto, mas também movimentos da cabeça e da mão.
Raramente se encontram imitações deste tipo, entre os 2 e os 6 meses.
Todo o acto de imitação se apoia sobre um sistema de referência que permite a identificação com a pessoa observada.
Da pré-palavra à palavra
Muito pequena a criança já dispõe de um sistema inato de comunicação não verbal, que a permite expor as suas intenções e experiências.
A linguagem (verbal) será um prolongamento desta comunicação?
Quando as mães “falam” com os seus filhos de 2 meses é importante dar-lhes espaço para os bebés dizerem a sua “palavra” (expressarem-se).
É assim que se estabelece a sincronia entre as duas partes.
A tagarelice (balbuciar), só aparece na segunda metade do 1º ano, e distingue-se da pré-palavra, porque geralmente esta não é vocalizada.
A tagarelice, funcionará de início como um ciclo de auto-estimulação aliada ao processo de controle auditivo da articulação de sons – no início tem mais uma função fisiológica que social, assim como o olhar e a manipulação de objectos.
A partir do momento em que o bebé, é capaz de se interessar e reconhecer objectos e sobretudo de os alcançar e manipular a “conversação” com os adultos, ultrapassa um simples estádio de jogo formal de intersubjectividade, para ser uma verdadeira troca sobre o que vê, o que toca, o que faz, etc. Esta etapa marca o início do jogo é individual.
É evidente que toda esta evolução prepara a via para o desenvolvimento da linguagem.
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