
Desordem de pânico
A desordem de pânico, é diagnosticada em pessoas que experienciam ataques espontâneos de ansiedade e que estão sempre preocupadas com a possibilidade de ter outro ataque.
Os ataques de pânico são imprevisíveis, acontecendo por vezes durante o sono.
Um ataque de pânico é definido como o sentimento abrupto de um medo intenso que alcança o seu auge em poucos minutos e que inclui pelo menos quatro dos seguintes sintomas:
- Sentimento de perigo iminente;
- Necessidade de fugir;
- Palpitações;
- Suores;
- Tremores;
- Dificuldade em respirar;
- Sensação de engasgue;
- Dor ou desconforto no peito;
- Náuseas ou desconforto abdominal;
- Tonturas;
- Sensação de que as coisas não são reais;
- Despersonalização;
- Medo de perder o controlo ou de «ficar maluco»;
- Medo de morrer
Devido à semelhança destes sintomas com os sintomas relativos a doenças do coração, problemas de tiróide e de respiração, etc., muitas das pessoas com desordem de pânico dirigem-se às urgências dos hospitais, convencidas de que se trata de uma destas doenças.
Existem muitas pessoas que têm ataques de pânico e que não sabem que se trata de uma doença real e com cura.
A desordem de pânico desenvolve-se no princípio da idade adulta e é três vezes mais comum em mulheres do que em homens.
Esta desordem ocorre frequentemente em conjunto com outras desordens mentais e físicas, incluindo desordens de ansiedade, depressão, sindroma de irritabilidade, ou abuso de substâncias. Isto pode dificultar um diagnóstico correcto.
Agorafobia
Algumas pessoas deixam de se colocar em situações ou ir a sítios onde tiveram ataques de pânico. Estas pessoas têm agorafobia, e evitam sítios públicos dos quais considerem ser difícil fugir, como centros comerciais, transportes públicos, ou estádios. O seu mundo pode tornar-se mais pequeno, pois estão sempre em guarda, esperando pelo próximo ataque de ansiedade. Algumas pessoas fixam até uma rota, e torna-se impossível para elas desviarem-se do caminho traçado sem terem graves ataques de pânico. Certa de uma em três pessoas com desordem de pânico desenvolve agorafobia.
Ataques de ansiedade são a mesma coisa que a ataques de pânico
O Instituto Nacional de Saúde Mental categoriza os ataques de ansiedade como desordens de pânico. Os ataques de ansiedade são frequentemente referidos como desordem de ataque de pânico ou desordem de ataque de ansiedade. A desordem de ataque de ansiedade inclui-se na extensa categoria da desordem de ansiedade. Estima-se que 19% da população adulta americana (dos 18 aos 54) têm problemas relacionados com a desordem de ansiedade. Todas as pessoas experimentam um breve episódio de intensa ansiedade de tempos a tempos, e muitas pessoas já experimentaram um ou dois ataques de ansiedade durante a vida, mas só se pode falar de desordem de ataque de ansiedade quando estes ataques se tornam persistentes, interferindo com a rotina diária. A desordem de ataque de ansiedade pode ser muito debilitante.
Normalmente começa com um ataque inexplicável. Conforme vão ocorrendo outros ataques, aumenta o medo de ter ataques de ansiedade e, consequentemente, aumentam os sintomas. Este aumento do medo é muitas vezes o catalisador dos ataques, apanhando o indivíduo num ciclo vicioso, quanto mais medo, mais pânico, e assim por diante. Um ataque de ansiedade pode ser descrito como um ataque repentino de medo, terror, que aparece sem aviso e sem razão aparente.
Este forte sentimento pode ser acompanhado de inúmeros outros sintomas, como palpitações, suores, náuseas, dores no peito, mãos e pés dormentes, pensamentos irracionais. Um ataque de ansiedade pode durar até cerca de 30 minutos. É também comum que seja seguido de outros pequenos ataques, que fazem com que os ataques de ansiedade durem muito mais.
Mesmo quando o eventual ataque termina, os sintomas podem permanecer durante horas, ou até dias, dependendo da gravidade do ataque. A faixa etária mais propensa a ataques de ansiedade é a dos 17 aos 25 anos, embora estes possam ocorrer em todas as idades. As mulheres estão mais propensas à desordem de ataque de ansiedade, contudo, as estatísticas podem não ser precisas, pois os homens são mais relutantes em procurar ajuda profissional.
Ao desordem de ataque de ansiedade é usualmente mal compreendida. Várias fontes afirmam que esta doença é causada genética ou biologicamente, contudo, os investigadores ainda não encontraram qualquer prova científica que apoie esta teoria. Com base nas experiências profissionais com ansiedade e desordens de ansiedade, sabe-se que os factores que as causam não são genéticos nem biológicos, mas sim comportamentais.
De facto, as desordens de ansiedade têm uma componente biológica, mas é o resultado dos nossos comportamentos e não a sua causa. A desordem de ataque de ansiedade é totalmente curável, com a correcta informação, ajuda e suporte. Sendo mais fácil de curar quando diagnosticada cedo, é possível ser curada em qualquer das suas fases.
O tratamento mais eficaz consiste na combinação de alguma informação para auto-ajuda e terapia. A terapia irá assegurar que os factores causadores dos ataques irão ser eliminados. não há razão para esconder a doença e sofrer. O pior que pode fazer é não procurar ajuda! A desordem de ataque de ansiedade, como tantas outras desordens, não desaparece por si só.
Quanto mais tempo levar até agir, mais grave se tornará.